quarta-feira, 16 de julho de 2014

Anime: No Game No Life

Olá pessoas!
Imagine um mundo utópico onde não há assassinatos, roubos ou mesmo crime. Imagine um mundo fantástico transbordando em magia e com nada menos que 16 raças racionais dos mais diferentes tipos. Imagine um mundo regido por uma única e fabulosa entidade: o deus dos jogos; e onde tudo, absolutamente tudo, pode ser obtido/decidido através de jogos e suas regras. Este é o mundo de No Game No Life.

Sim, finalmente uma recomendação para fugirmos um pouco das postagens sobre meu jogo de One Piece. Semana passada eu terminei de assistir em apenas dois breves dias este Anime e já estou aguardando ansioso pela sua continuação. Mas do que se trata No Game No Life? Originalmente trata-se de uma série de light novel escrita e ilustrada por Yuu Kamiya, pseudônimo de Thiago Furukawa Lucas (sim, um brasuca que publica em terras orientais), sendo publicada pela Media Factory. Hoje ela já possui uma adaptação em mangá e Anime, este último adaptado pela insana e divina Madhouse (não conhece? Pois ela foi responsável pelos animes da Marvel no Japão, Death Note, Devil May Cry, Tenjho Tenge, Claymore, Monster e, pasmem, Card Captors Sakura). Sua primeira temporada, com curtos 12 episódios, saiu ainda este ano e espero que o restante saia no mais tardar do ano que vem.

A história fala sobre a vida de dois irmãos, Sora (com sua intuição e conhecimento surpreendentes) e Shiro (com sua inteligência que vai além de um prodígio gênio). Inseparáveis, eles são viciados em games de todos os tipos, vivendo como reclusos sociais do pior tipo (hikikomori, no Japão). Dentro do mundo dos games, eles são conhecidos apenas como『  』 (Kūhaku, “espaço em branco”), um grupo de jogadores que jamais perde e de habilidade insuperável. Eis que então, após derrotarem um adversário misterioso numa partida de xadrez, eles são convidados a viver num mundo onde os jogos ditam as regras, sendo transportados para lá pela divindade local: Tet, o deus dos jogos. Juntos, os irmãos começam a sua jornada para resgatar a fraca raça humana dos Imanity e conquistar o mundo para, então, desafiar Tet para o título de Deus de Disboard, o mundo dos jogos.



A história pode parecer um plot padrão de histórias shonen a primeira vista, mas não se deixe enganar. Primeiro, os irmãos não são exatamente heróis. Eles desejam apenas competir, mostrar que são melhores que todos nos jogos (e o fazem com maestria e inteligência absurda, o que dá um charme único ao Anime). Segundo, eles não querem voltar ao mundo deles. De fato, eles mesmos brincam com isso no Anime, dizendo que essa seria a motivação mais óbvia. Entretanto, como reclusos sociais, eles não entendem o mundo normal, desprezando-o. Disboard, pelo contrário, faz todo o sentido para eles. Por que sair de lá? E que motivação poderiam ter para seguir em frente? Que tal se tornarem eles mesmos os melhores jogadores deste mundo, desafiando Deus em pessoa? Entendeu agora porque a história vale a pena? E sua execução é ainda melhor, carregada de humor, ação e inteligência. E põe inteligência! Até as tiradas de comédia dos irmãos são calculadas quando estão jogando, pegando seus adversários desprevenidos.

E a parte técnica? Bem, como um Anime de 2014, ele não poderia pecar em qualidade gráfica. De fato, ele possui uma identidade visual muito clara e fantástica, com arte rica em detalhes, principalmente nos olhos das personagens e no plano de fundo daquele mundo fabuloso, vibrante em suas cores vivas. As músicas são legais e o som não deve em nada a arte, provando ser mais uma obra com qualidade Madhouse.

Por fim, Disboard é um mundo fantástico impressionante, com peculiaridades interessantes, mas funcionando melhor como plano de fundo para a astúcia dos irmãos. Tudo está explicado, desde o fato de Tet ser o único deus dominante até o motivo de haver 16 raças conscientes (sendo classificadas num rank, como em games, baseado no seu potencial nato para magia. Advinha o rank dos humanos).


Pois é, esta foi a minha resenha sobre No Game No Life. Se você estiver com tempo disponível, aconselho imensamente gastar algumas horas assistindo este Anime. E você nem tem desculpas, pois ele tem apenas 12 ótimos episódios. Quando acabar, vc já ficará com aquele gostinho de quero mais, pode ter certeza!

Até and Bye...