quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conto: Palavras que mudam o destino...

Olá a quem possa está lendo isso! Meu nome é John Connor… Acho que nem preciso dizer de onde meus pais tiraram a inspiração para o meu nome. Pois é, você nasce e ganha um bocado de coisas que não queria só por ter vindo ao mundo. Meu pai é um exemplo das incontáveis coisas que eu não queria pra mim, mas tive que aturar durante muito tempo. Muito mesmo. Mas chega desse drama, pois minha vida foi tão chata e difícil quanto a de muita gente por aí. O que quero contar é outra coisa… Outra coisa que com certeza é mais importante.

Sabe, desde 2006 venho anotando e listando coisas “legais” que andam acontecendo por aí. Aviões se chocando contra duas enormes torres, guerras conspiradas por “sangue-negro”, filmes de alto impacto visual e social, evoluções na comunicação… Quem diria nos anos 80, quando eu ainda nem sonhava em ser um espermatozóide, que chegaríamos ao patamar evolutivo da Internet? Pois é, as coisas mudam… e algumas mudam do interessante para o sinistro.


Como eu disse, desde 2006 ando anotando “coisas”. E coisas estranhas andam precisando de anotação, mesmo porque alguém além de mim também deve está fazendo algo similar. Um passarinho morrer é a coisa mais normal do mundo, mas milhares e em todos os cantos do mundo? E centenas de baleias encalhadas? E terremotos muito “convenientes” destruindo lugares super populosos? E as incontáveis aparições nada comprovadas de OVNIs por aí?


Okay, você deve tá me achando um otário, ou um lunático paranóico que crê em crenças apocalípticas milenares estúpidas, mas acredite quando eu digo que tem “algo rolando”. Não dá pra ter certeza ainda, só que é algo grande. Sombras estão se levantando no mundo, enquanto que a humanidade se distrai com sua própria estupidez pré-programada por alguém, ou “vários”, que querem nos manter neste estado de inércia racional. Você escuta a música se tornar mais estúpida e diz que “tá tudo indo pro inferno”, mas realmente não consegue ver quão fundo é o buraco.


Por que estou dizendo isso? Bem, alguém precisava fazer as anotações, e depois de muita informação chega a hora de ligar os pontinhos. E por mais obtusa e impossível que a verdade possa ser, ela é inquestionável… E os farei crê nela…

* * * * *

Neste momento John parou de escrever em seu computador. Ele ouviu uma forte batida na porta da frente e olhou para trás assustado, também ouvindo sua mãe reclamar lá do quarto dos fundos. Levantando-se, ele seguiu até a porta e a entreabriu, desconfiado. Olhou para o corredor no térreo, o único lugar da casa que tinha uma luz acesa no meio da madrugada. Algo não estava certo, ele sentia isso. Voltando para o quarto ele foi ao armário e sacou seu taco de golfe que nunca usara para o esporte de fato. Mas foi quando chegou ao corredor que ele teve a certeza que também não o usaria naquele momento.

Cinco homens vestindo ternos pretos e óculos escuros, em plena noite, adentraram na casa e, com uma velocidade incrível, apontaram suas armas para John, fazendo-o congelar em pânico. “Estas coisas que eles estão segurando só podem ter vindo de um sci-fi”, pensou. Eles subiram a escada e se depararam com um jovem adulto de pijamas segurando um taco de golfe, e uma mãe muito histérica que saíra do quarto para ver o que estava acontecendo. A mulher foi rapidamente aborda e, com um gesto rápido do estranho mais próximo seguido de um estalo seco, morta. Ao ver o corpo inerte da mãe bater no chão com violência, John só conseguiu emitir um guincho de horror, largar o taco e correr para o quarto. Os homens de preto o seguiram lentamente, como se já soubessem o destino inexorável que os unira naquele momento. E foi no reencontro com aquele jovem acuado e tremendo de medo em sua cama, como uma criança, que eles sentenciaram o destino daquela noite.

– Senhor John Connor Dresden Phillins, o senhor está sendo acusado de tentar publicar conteúdo de potencial perigoso e nocivo que poderá denegrir a ordem estabelecida pela Organização ao mundo. Sua pena deveria ser a morte, mas se considere com sorte. Hoje você apenas deixará de “ser”, para que amanhã possa “viver”. Ao menos em teoria…
Este Conto pertence a Tio Lipe “Cavaleiros” e faz referência ao RPG “Feiticeiros: Colapso”, jogo de mesa ambientado numa realidade alternativa do Mundo das Trevas e de Mago, a Ascensão. O sistema usado é o SANDU RPG, ainda em desenvolvimento.