sábado, 14 de maio de 2011

Resenha: Padre

Olá pessoas!
Estou a um tempinho sem postar, né? Vida ocupada. Além disso, a proposta deste blog não é manter postagens periódicas, mas sim postar quando eu tiver assunto e inspiração. Enfim... Hoje venho com mais uma resenha, mais especificamente do filme Padre (Priest), inspirado no manhwa homônimo (quadrinho sul-coreano que já ouvi falar e dei umas folheadas, mas nunca li nada de fato. Foi lançado no Brasil pela editora Lumos) de Hyung Min-Woo.


A premissa do filme é bastante simples: vampiros (caçadores) e homens (presas) travam uma guerra há milênios, o que acabou “destruindo” o mundo. Foi só quando a Igreja se sobrepôs diante do caos do mundo, manipulou toda a humanidade e criou os Padres, assassinos de vampiros enviados por Deus, que os humanos puderam respirar em paz com fim da praga dos vampiros. Mas a “paz” teve os seus custos, e agora a Igreja manda no pedaço com sua ditadura de fé, trabalho e segurança. Além disso, quem foi que disse que os vampiros estão de fato extintos?

Sinceramente o filme não tem nada de excepcional. Ele não tem um roteiro com reviravoltas, não se dá ao trabalho de complicar nada e explica bem tudo o que está acontecendo. De fato, o cenário é muito bem mostrado e explicando, oscilando numa mistura interessante de Mad Max e filmes de velho oeste (nada excepcional, mas legal). Às vezes a história tende ao clichê, sendo fácil prever o que vai acontecer, mas ainda assim ele não o faz de maneira óbvia, ou seja, o filme não duvida da inteligência do expectador, o que o torna uma história previsível, mas ainda assim bacana. A trilha sonora e os efeitos de som estão bons, mas nada excepcional também, e digo o mesmo para os efeitos visuais (que pecam em alguns detalhes). As atuações estão aceitáveis também, mas podiam ser melhores.

Resumindo a coisa toda: um filme que não é excepcional em nada, mas é ótimo de ver e para passar o tempo. Ele traz um cenário muito interessante e que é bem explorado e retratado, mas é uma pena que não dá pra ir mais afundo (o limite do tempo não deixa, claro). Suas cenas de ação são bem legais e dá pra dizer “foda” aqui e ali, se bem que senti falta de algumas mais. Já os vampiros chamam a atenção por serem monstros caçadores vorazes, e sua organização social seguir o estilo das abelhas (colônias com uma rainha), coisa que não lembro de ter visto antes (eles até parecem mais aliens que vampiros, mas qualquer coisa que não seja Crepúsculo hoje em dia está valendo). Por fim, eu adorei a introdução ao cenário que o filme fez, com uma animação, mostrando uma criatividade e sanguinolência impressionante! Só por causa disso o filme vale a nota. Ah, e não vejam o 3D (ficou melhor que o do Thor, mas não é grande coisa).


Nota: 3 de 5

Até and Bye...