quinta-feira, 2 de maio de 2013

Resenha: O Espadachim de Carvão

Olá pessoas!
Acho que essa será a minha primeira resenha sobre um livro, e não um filme ou sistema de RPG. Diferentemente de filmes, que avalio baseado na minha emoção, e de sistemas, que avalio baseado na minha lógica, creio que os livros fiquem num meio termo entre ambos. Assim, não darei nota para esta resenha, apenas dando minha opinião e impressões sobre este bom livro de abertura do senhor Affonso Solano, O Espadachim de Carvão.

Sinopse:
Kurgala é um mundo abandonado por Quatro Deuses. Adapak é filho de um deles. E agora ele está sendo caçado. Perseguido por um misterioso grupo de assassinos, o jovem de pele cor de carvão se vê obrigado a deixar a ilha sagrada onde cresceu e a desbravar um mundo hostil e repleto de criaturas exóticas. Munido de uma sabedoria ímpar, mas dotado de uma inocência rara, ele agora precisará colocar em prática todo o conhecimento que adquiriu em seu isolamento para descobrir quem são seus inimigos. Mesmo que isso possa comprometer alguns dos segredos mais antigos de Kurgala.

Para quem não conhece, Affonso Solano é colunista de games do blog TechTudo e membro de um dos podcast mais populares da atualidade, o Matando Robôs Gigantes (MRG). O cara ainda é metido no ramo de ilustrações e quadrinhos, então temos ai uma mente bem criativa e muito inserida no mundo nerd.

Como fã do MRG, eu já conhecia a figura e sabia que podia esperar ao menos uma narrativa interessante. Entretanto, o livro foi além das minhas expectativas. Com uma narrativa simples e direta, mas envolvente, o leitor vai sendo apresentado ao fascinante mundo de Kurgala e suas inúmeras espécies sapientes durante a trajetória do nosso herói, o inocente e letal espadachim Adapak, sendo intercalado por capítulos que apresentam quem de fato é Adapak e a formação do seu caráter. Salpicada por metáforas muito interessantes, a trama cresce junto com o seu protagonista, que inocentemente tinha uma visão pura do mundo baseado em seus estudos e a leitura de épicos de fantasia os quais fascinavam Adapak, numa irônica e bem vinda brincadeira com o próprio gênero do livro, a fantasia.

Definitivamente O Espadachim de Carvão é um livro que merece ser lido e que, ao final, dá aquele gostinho de “quero mais”. Acho que o seu maior problema é ser curto demais, com apenas 250 páginas. Entretanto, a história segue num bom ritmo até o clímax, com direito a todos os clichês possíveis e o vilão ironizando este fato (falando nele, gostei bastante do vilão e de sua motivação). Para quem se interessou, o livro está sendo vendido em livrarias impresso ou em formato digital pela Casa da Palavra, sob o selo Fantasy.

Quer mais detalhes sobre o livro? Então escute o podcast sobre o mesmo!
Até and Bye...