sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tsuchi Monogatari: Província de Iônia

Olá pessoas!
Hoje trago para vocês uma pequena descrição do cenário do meu jogo Tsuchi Monogatari. O RPG se passou no mundo de Aria, repleto de magia e com forte inspiração em obras como The Last Airbender, Exalted, RG Veda, Dragon Ball e Dragon Quest (incluindo ainda um pouco de Naruto e Yu Yu Hakusho). O foco do jogo foi a Província de Iônia, situada ao sul do Império da Terra e compreendendo todo o território abaixo da Cordilheira de Iônia (nome inspirado em League of Legends, já que todo o grupo joga). Segue a descrição da ambientação por onde as personagens passaram.


Sul do Império da Terra, a Província de Iônia

LUANG
A pequena vila de Luang fica situada ao sul do Império e a oeste das Montanhas de Iônia. Limitada ao norte pelo Pântano Perdido, ela é a principal porta de entrada para a província de quem vê das terras do norte e seguindo a estrada de Ergun. Ela é um ponto de parada de muitos comerciantes e aventureiros, sendo um local para descansar e recuperar as energias. A vila em si é pequena, mas a sua volta há grandes plantações e pastos para os animais. Fora os raros ataques de piratas que sobem o rio atrás de comida, Luang é uma das vilas mais pacíficas de todas. Tem como ponto turístico a Rocha Sagrada, uma espécie de monólito com pouco mais de 2 metros de altura para o qual várias pessoas seguem em busca de equilíbrio e paz de espírito.

CHIANG
No passado, durante os períodos de guerra entre a Nação da Chama e os conflitos entre as tribos nômades, Chiang foi fortificada por muralhas e guarnecida com bons soldados. Mas estando muito distante da capital, também foi necessário torná-la a morada destes defensores. Ela, assim, era a última fortaleza do Império contra as invasões vindas do sul e morada de muitos bravos guerreiros. Entretanto, o tempo das guerras passou e muitos dos que antes viviam nas tribos se aliaram ao Império e se tornaram moradores da cidade que um dia fora uma grande fortaleza. Com o passar dos anos Chiang trocou a guerra pelo comércio, negociando especiarias com as tribos hengeyokai das ilhas do sul, e exportando tudo para a capital e outras cidades com seus navios. Seu crescimento atraiu várias pessoas e principalmente famílias de kemonos, que a tornaram o seu lar.

Mas as coisas mudaram 10 anos atrás quando o atual imperador proclamou Lorde Ming como novo regente de Chiang. Ming era um comandante que passou muito tempo lutando nas fronteiras do Império com o Reino Meikai. As constantes batalhas mudaram o seu caráter, tornando-o um fanático e vendo os não-humanos como raças que mereciam ser destruídas. Seu fanatismo acabou conquistando simpatizantes, o que não agradou seus superiores. Não podendo simplesmente descartar um herói de guerra, o Império resolveu afastar Ming da fronte de batalha e “promovê-lo” a regente de Chiang, uma cidade pacífica e a muitos quilômetros de qualquer conflito ou da capital. Percebendo que fora condenado ao exílio e esquecimento, Lorde Ming resolveu se vingar de quem antes defendera e gradualmente passou a montar seu estratagema perverso.

Ao longo de 4 anos de muita manipulação, bajulação política e uso de rituais profanos, Lorde Ming conseguiu finalmente mudar a mente de todos os cidadãos de Chiang. Naquele momento, os humanos passaram a compartilhar de seus pensamentos de superioridade racial e os kemonos foram subjugados, transformados em escravos. Alguns dos kemonos (os mais infelizes) foram parar nas minas de Sen-Sen, a fim de recolher os metais, minérios e riquezas que alimentariam o plano de Ming. Outros, porém, ficaram na cidade, trabalhando em atividades domésticas ou agindo como animais de estimação.

Agora com completo controle da cidade, Ming convenceu todas as famílias nobres locais a ouvir e aceitar seu plano de conquista e liberdade das garras do tirano Imperador, começando com a província de Iônia. Com seus novos devotos fervorosos, o regente passou a construir seu exército, fortalecendo-o com as tecnomancias que aprendeu durante o seu período de batalha nas fronteiras e contrabandeando informação dos avanços mágicos criados pelos ryuuji da Nação das Chamas. Toda esta movimentação acabou chamando a atenção do Império, que deixou a cargo da Ordem do Sol Ascendente investigar o que Ming andava fazendo.

ILHA KYOSHI
Diz-se que séculos atrás, no início do império, o Rei dos Mares despertou de seu sono milenar justamente sob uma pequena península ao sul da província de Iônia, onde hoje fica Chiang. Neste despertar, ele destruiu terra e mar, separando a península do continente para sempre, tornando-a uma ilha. Seus habitantes acabaram se isolando do restante do continente, criando uma cultura única e peculiar. Quando a guerra entre o Império da Terra e a Nação das Chamas os alcançou, a ilha uniu-se ao Império e enviou seus soldados: as kyoshi. Tendo apenas grandes lutadoras, elas são um dos exércitos especiais mais bem treinados do Império. Infelizmente, a sua tradição existe apenas na ilha, sendo pouco numerosas.

As kyoshi nunca tiveram problemas com o Império, pouco se importando com sua política devido o isolamento natural de sua ilha muito ao sul. Entretanto, sua atual líder, a jovem Dai Mei, nunca gostou de seu vizinho: Lorde Ming. Desde a ascensão dele como regente de Chiang, ela soube que aquele homem seria um problema, e a situação quase se tornou uma guerra aberta quando ele demonstrou todo o seu desdém pelos kemonos. Sendo uma kemono-gata, Mei passou a odiá-lo com todas as suas forças, assim como suas kyoshi, tendo piorado tudo quando, justamente no dia em que o feitiço de Ming foi lançado sobre a cidade, sua irmã caçula desapareceu. Desde então, Ming passou a usar a irmã desaparecida de Mei como um escudo, sugerindo que ele poderia tê-la em mãos, mas nunca confirmando de fato. De mãos atadas, Mei se conteve durante os últimos anos, mas pronta para dá o bote contra Ming na primeira oportunidade, investigando-o às escondidas e nunca perdendo a esperança de reencontrar sua irmãzinha.

JOHEN
Se há um lugar no Império da Terra onde a magia reina livremente, este lugar é Johen. Situada as margens do rio Shen e entre a Cordilheira de Iônia e as Montanhas da Cauda da Serpente, Johen é a referência comercial do sul do Império. Lá, todas as raças se misturam e comercializam todo tipo de coisa, o que tornou a cidade imensamente rica e poderosa. Entretanto, seu produto mais notável é a magia. Conhecida por seus artefatos, porções e milagreiros, Johen é a pérola da província de Iônia e sua mais notável capital.

A cidade da magia, como é conhecida, tem todo tipo de produtos e serviços mágicos, tendo a maior população de magos do mundo, além de alquimistas e artesões arcanos. Não é por menos que os maiores avanços tecnomantes do Império se dão na cidade, sendo altamente guarnecida pelas tropas imperiais e mantendo o status de cidade sem crimes (mas o mesmo não pode ser dito das trapaças). Muitos dos seus moradores possuem golens para lhes ajudar com os serviços braçais, sendo a única cidade do Império onde estes seres criados por magia podem andar livremente sem regulação das forças militares do imperador, mesmo que sua criação e venda seja restrita.

Mais impressionante que o comércio da cidade apenas a Academia Arcana de Aavan. A Academia é a mais notável escola de magia do Império, perdendo em grandeza apenas para a academia ryuuji da Nação das Chamas, os verdadeiros mestres em magia de Aria. Sua biblioteca guarda os pergaminhos e registros mais antigos e certos sobre a história do mundo e rituais mágicos já criados, sendo um dos pontos turísticos mais visitados do continente.

BEIHAI
Séculos atrás, antes da unificação do Império, havia um próspero reino à sudeste do Continente da Terra: Joto; cuja principal cidade era Beihai. As pessoas do reino viviam em paz até que, um dia, houve o despertar de um dos Reis Infernais sob a capital. Infestando a região com maldade e destruição, as pessoas tiveram que abandonar o seu reino. Com a destruição de Vearn e a queda de Aavan, o mal que tomara o reino sumiu, e seus moradores retornaram aos poucos. Entretanto, a terra estava contaminada de maldade, que acabou por contaminar a todos que dela usufruíram.

Um dos afetados foi o mago Ta-Ren. Conhecido por sua grande sabedoria e bondade, o mal local o tentou aos poucos, até que, em sua sede por poder e conhecimento mágico, ele amaldiçoou a si mesmo e toda cidade. Beihai se tornou uma zona morta, onde todos os seus moradores morreram de uma doença estranha e repentina. Já Ta-Ren se tornou um dos seres mais nefastos do mundo de Aria: o lich. Imortal e ligado diretamente a todo o poder da magia, o feiticeiro acabou obtendo o que desejou: o tempo e poder necessário para absorver todas as verdades da magia. Mas seu ato maligno nunca foi totalmente esclarecido ao mundo, pois ninguém jamais retornou de Beihai com a verdade e o lich está preso a sua morada, limitado pela maldição que rogou sobre si mesmo e entorpecido pela sua sede eterna por saber e magia. Ninguém sabe que ele existe de fato, e não há aquele que deseje descobrir que tipos de plano tal criatura possa ter.

WUWEI
A oeste da Província de Iônia, onde a Cauda da Serpente se encontra com a Cordilheira de Iônia, está uma vila pesqueira de monges conhecida como Wuwei. As pessoas de lá tem um modo de vida tranquilo, vivendo do mar e da terra a maior parte do tempo. Mas sua proximidade com as terras ermas obrigou seus moradores e monges a treinar arduamente nas artes marciais, a fim de se proteger das criaturas selvagens que rodeiam as bordas do mundo de Aria. Foi assim que surgiu a lenda de Shen Long, o primeiro grande mestre e fundador do grande Torneio de Artes Marciais de Wuwei, o que futuramente iria destacar a cidade para o mundo e atrair milhares de pessoas a cada quatro anos.

Nas primeiras edições do torneio, as lutas eram feitas entre todos os seus participantes, ocorrendo sobre um tablado conjurado em rocha sólida. Aquele com o maior número de vitórias teria o direito de enfrentar o mestre Shen Long e tentar tomar para si o título de maior mestre do mundo de Aria. Por décadas ninguém conseguiu derrotar Shen Long, até que, 600 anos atrás, um jovem shinobi chamado Son Goku o fez, aposentando o cansado mestre das lutas e tomando para si o título de grande mestre de arte marcial. Este foi o mesmo Son Goku que um dia viria a se tornar o primeiro Yun Ten (imperador da Terra), indicado pessoalmente pelo maior herói de todos, Aavan. Foi em seu governo que Son Goku tornou o torneio mundialmente conhecido e mandou construir uma enorme arena para as disputas dos anos que se seguiram. Três estátuas gigantescas guardam a arena, sendo uma de Shen Long, outra de Son Goku ainda como um mero lutador, e a terceira, menor e mais recente, de Lin Johen, avó de Lin Yona (senhora da Ordem do Sol Ascendente, os paladinos do imperador), o maior ganhador da competição mais recentemente.

Antes, o torneio atraía poucas pessoas, sendo em geral apenas os competidores e seus companheiros, uma vez que ainda era obscuro e quase secreto. Após Son Goku se tornar Yun Ten e popularizá-lo, Wuwei passou a receber um número crescente de espectadores. Hoje em dia, a população da cidade praticamente decuplica no mês do torneio.

Somente um aviso: ao longo do jogo, as ações das personagens acabaram por trazer mudanças as situações atuais descritas. Assim, no fim do RPG, Luang se tornou uma vila fantasma, Chiang está sendo governada por Dai Ren, a Ilha das Kyoshi e Johen estão se recuperando, Beihai continua amaldiçoada pelo seu lich e Wuwei teve sua arena e boa parte da cidade destruída pela magia de Arvosa. Leiam os relatos das sessões para maiores detalhes do que houve no RPG.