domingo, 8 de dezembro de 2013

Elfos e raças da Fantasia

Olá pessoas!
Quando jogamos em mundos de fantasia é normal pensarmos que existem muitas raças o povoando, como humanos, elfos, anões, halflings e gnomos, ou até as mais monstruosas, como orcs, ogros e goblins. O cenário de Tormenta é um desses casos onde há uma fauna de opções de raças para se jogar, ainda mais agora que a editora Jambô está lançando um suplemento dedicado ao assunto. Foi pensando no assunto (mas não necessariamente motivado pelo lançamento XD) que resolvi escrever uma das minhas visões sobre elfos da fantasia.

Os elfos geralmente são tratados como seres graciosos e misteriosos, com um forte elo natural e com a magia antiga de seu mundo. Tal estereótipo foi massificado na fantasia devido à contribuição do mais famigerado cenário do gênero, O Senhor dos Anéis. Entretanto, eu sempre pensei que a raça poderia se diferenciar do que normalmente é praticado. Evidentemente que tal pensamento não é inédito, pois cada cenário pode apresentar os elfos de uma forma peculiar. Vide exemplos como Dragon Age e Reinos de Ferro.

Em um cenário próprio muito antigo, que criei para ambientar todos os meus jogos de D&D e sem nome até hoje, comecei a usar os elfos como manda a regra acima. Entretanto, em minha primeira e única campanha de D&D 4.0 anos atrás, onde usei o referido cenário e infelizmente não acabou muito bem (resolvi trocar de sistema no meio do jogo, destruindo sua continuidade), permiti-me mudar um pouco o estereótipo dos elfos. Resolvi que eles seriam austeros e sérios, sim, mas extremamente arrogantes e ligados a regras de conduta estapafúrdias. Como uma raça antiga, virtualmente imortal, pouco populosa e isolada, era de se esperar que milênios de existência não permitissem mudanças bruscas nos padrões da sua sociedade, sendo guiada por padrões tradicionalistas. Foi assim que eles passaram a ser conhecidos como “elfos árabes” pelos jogadores (olha o preconceito XD), por se tratar de uma cultura cheia de regras complexas e estranhas demais às das personagens. Foi muito interessante ver os jogadores tendo que lidar com as bizarrices culturais que criei para os elfos, e as complicações que isso gerou em jogo.

É muito comum consideramos em jogos de fantasia que as raças compartilham de culturas semelhantes ou idênticas. Não é a toa que Tolkien cunhou o termo “língua comum” (ou não, sei lá!), algo que toda e qualquer raça de um mundo compartilha e não pertence necessariamente a alguma delas. Cada raça continua tendo seu próprio idioma e identidade cultural, mas a proximidade gerada pela língua comum acabou ligando as culturas uns dos outros, tornando fácil lidar com as diferenças que existem. Após séculos de convivência entre as raças é aceitável pensarmos que suas culturas acabariam se mesclando e criando uma nova forma de ver as coisas, mas por que sempre nos prendermos a este pensamento? Foi justamente querendo dar uma “variada” que acabei mudando os meus elfos, o que surpreendeu os jogadores e a mim mesmo com as reações deles.

Créditos: Mortal Online.

Pensando novamente sobre o assunto, cheguei a outra visão para os elfos. Eles bem que poderiam ser mais selvagens e hábeis, mas menos organizados e austeros. Tipo um “elfo índio”, saca? Ai você pensa imediatamente nos na’vi do filme Avatar: um povo selvagem, divididos em tribos e hábeis caçadores, mas extremamente ligados à natureza, sendo um com ela. Não seria interessante vê-los desta forma num jogo ou outro que você está para narrar, só para variar um pouco daquele elfo padrão? E mais, isso pode se estender para quaisquer outras raças do seu cenário. Vá em frente, experimente o diferente e me fale como foi a experiência, complementando depois a discussão sobre este assunto.

Até and Bye...

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