quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sistemas e... Qual é o meu problema!? o.O

Olá pessoas!
Vocês devem está pensando: “duas postagens seguidas!?... Não deve durar”. Veremos... Sinceramente eu amo sistemas de RPG. Sério mesmo, chego a gostar mais de alguns sistemas que de fato jogar e narrar com eles. Veja o meu caso com o Mighty Blade. Eu adoro esta “obra incrível e de muito bom gosto” (frase pronta) criada pelo grande Coisinha Verde, mas simplesmente não consigo jogadores pra narrar e acabo ficando só na leitura mesmo. FATE então! Fodão, mas nem sei por onde começar a narrar. Digo o mesmo de Busca Final, que tenho em casa e nunca viu uma mesa de jogo.

E o que falar de D&D 4Ed! Muita gente sabe que peguei ódio por D&D após muito narrar sua versão 3.X, mas tenho que dizer que adorei JOGAR o D&D 4Ed. De fato, um dos melhores wargames/jogo de tabuleiro/simulador de combate de videogame que já joguei na vida! Quem dizer que D&D 4Ed não é um sistema foda tá de pirraça, mas daí a gostar são outros 500. Eu mesmo tentei e não consegui narrar D&D 4Ed, isso porque o sistema não ajuda no meu estilo de narrativa.

Acho que nos últimos três anos “engoli” mais sistemas de RPG do que posso suportar. Existem tantas mecânicas iradas em cada um deles que fica difícil listar e nem o farei. E essa minha gula desesperada se justifica de duas formas: eu apenas gosto de ler novas mecânicas E porque quero achar um sistema ideal. Mas aí vem um e fala: “não existe essa de sistema perfeito”. Concordo, mas deve existir sim um sistema que você tome como ideal para aquilo que mais gosta de jogar/narrar. E aí é que tá: não achei! As vezes tem algo essencial na mecânica que não gosto ou falta, as vezes os jogadores acham simples demais, as vezes tem coisa demais... Enfim, não achei meu “sistema perfeito”. E por acaso eu desisti? Que nada, fiz bem pior: comecei a fabricar um!

Pessoas, não façam isso! Não joguem a sua vida fora por causado do RPG, falo sério. Durante 2 anos venho brincando de “criar meu sistema ideal” e devo dizer que um trabalho herculano. Acho que estes dois anos se resumem a Mestrado e “qual será a próxima mecânica que vou tentar?”. Acho que mais escrevi sobre RPG em minhas anotações .doc do que de fato joguei um RPG, e isso é um problema. Em minha busca acabei muitas vezes ficando fulo da vida, frustrado e girando no mesmo ponto. Mas aí alguém me ilumina dizendo que toda criação requer sacrifícios. De fato, concordo, mas saiba bem onde você pretende se meter antes de mergulhar no inferno da construção de sistemas.

Agora sendo “um pouco mais racional”. Não existe sistema ideal. Use aquele que você mais gosta sempre e, se ele não couber pro que você está tentando jogar/narrar, mude-o um pouco (adaptar) ou mude de sistema. Use o 3D&T pra sua aventura Animê, o D&D 4Ed para aqueles jogos com heróis aventureiros, o Mighty Blade para campanhas mais diretas ao ponto, ou Storytelling e FATE para as mais voltadas ao psicológico das personagens, reserve o M&M para campanhas de SUPERS e, quando você estiver sem opções, sempre existe o GURPS. É isso que estou tentando fazer hoje narrando um jogo de GURPS (quero falar sobre ele depois). Quer mais detalhes? Leia essa postagem.

Entretanto, se o seu desejo ainda é ter aquele seu sistema ideal (eu mesmo ainda estou trabalhando num), posso lhe dar os seguintes conselhos. Defina bem a utilidade/objetivo do sistema: ele servirá para que tipo de cenário e que nível de realismo ele terá? Sem um objetivo em mente é muito fácil se perder na hora de criá-lo e ficar girando no mesmo ponto sem parar. Eu aconselho evitar a criação de sistemas universais, com o GURPS. Não que seja impossível, só que você terá que testá-lo muitas vezes e em ambientações diferentes para avaliar se de fato ele servirá para tudo. Por fim, crie-o por partes. Primeiro você deve criar uma base para o danado e estabelecer todos os principais elementos que um sistema dispõe. Não ache que copiar os Atributos de um sistema é ruim, ou o que for. Primeiro você deve testar a utilidade daquela mecânica no seu sistema para só então mudá-la a sua imagem e semelhança. Somente com uma base sólida é que você poderá enfeitar o seu sistema como uma árvore de natal. Mude nomes, acrescente regras auxiliadoras, faça suas listas de itens mais detalhada, o que for ajuda.

Então lembre-se: tenha em mente o objetivo e uso do seu sistema; evite generalizar demais, ao menos no início; e comece criando uma mecânica básica simples para só então “enfeitar” o sistema. Seguindo estes passos você será mais que capaz de criar sua própria obra e, é claro, deixo o espaço aberto nos comentários para as sugestões que queiram fazer.

Até and Bye...

PS: alguém pode perguntar “e como anda o seu sistema ideal?” Bem, estou trabalhando nisso, e já tive dois playtest. Como o perfeccionista que sou, acho que ainda vai demorar um pouco pra sair. Quando for a hora vocês saberão.

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