segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ivalice: História

Olá pessoas!
Continuando a série de postagens sobre o cenário de campanha que estou narrando atualmente, hoje vos trago a história de como Ivalice foi formada e os eventos prévios a sua monarquia. Esta parte servirá para contextualizar o cenário político atual do jogo, sendo o tema da próxima postagem. Além disso, muitos locais, eventos, personalidades e organizações influentes na história de Ivalice são citados nos parágrafos abaixo, fornecendo muitas ideias para quem deseja narrar neste cenário.

CATACLISMO
A história de Ivalice começa antes da sua formação como monarquia, tendo como ponto mais misterioso o Cataclismo. Ele foi um desastre catastrófico que arruinou reinos e matou muitos seres, apesar de sua natureza exata ser desconhecida. Não se sabe quando ocorreu ou quanto tempo durou, embora tenha ocorrido há menos de 1.200 anos. O Cataclismo é muitas vezes considerado como a causa por trás da perda das tecnologias mais avançadas que o continente de Ivalice já viu, embora isto nunca tenha sido realmente confirmado. Ele também destruiu pelo menos duas raças, os querubins e os moogles da cidade relógio de Goug, e, se o mito ivaliciano for verdadeiro, ameaçou a humanidade, levando muitos a crê que foi o responsável pelo desaparecimento das raças não-humanas do continente. O naufrágio do Ydora, ocorrido no final da vida da Santa Ajora e envolvendo o afogamento de uma nação inteira da península ivaliciana, também está relacionado ao Cataclismo. Diz-se que ele foi responsável pela criação do lendário Continente Flutuante.


A GUERRA DOS CINQUENTA ANOS
A monarquia de Ivalice foi fundada em algum período após o Cataclismo, não se sabendo quando ocorreu exatamente. Entretanto, o evento mais importante e prévio a era atual foi a Guerra dos Cinquenta Anos travada entre Ivalice e Ordalia, o reinado vizinho a leste.

Na época, Ivalice era governada pelo rei Denamda II, enquanto o reinado vizinho era governado pelo rei Devanne III. Ivalice foi defendida pela Ordem dos Cavaleiros do Céu do Norte (Hokuten), liderados por Barbaneth Beoulve, e pela Ordem dos Cavaleiros do Céu do Sul (Nanten), liderados por Cidolfus Orlandu. Outro exército, a Ordem dos Cavaleiros do Céu Oriental (Touten), também serviu Ivalice sob a liderança de Goffard Gaffgarion.

A guerra irrompeu em Zelmonia, uma província perto da fronteira de Ivalice, antes independente e hoje sob o domínio de Ordalia. Cerca de um século atrás, Ordalia invadiu e assimilou Zelmonia como parte de seus territórios. Ivalice forneceu secretamente meios para enfraquecer Ordalia, no entanto, os nobres de Zelmonia decidiram requerer a intervenção direta do rei Denamda. Com o tempo, o rei Devanne III acabou morrendo sem nomear um sucessor. Seu primo, Varoi VI, foi nomeado para sucedê-lo, mas o rei Denamda II proclamou-se como herdeiro legítimo do trono, uma vez que era tio de Devanne, e declarou guerra contra Ordalia.

O rei Denamda II liderou o exército de Ivalice para tomar a capital de Ordalia, Viura. Em seu caminho, os cavaleiros das três Ordens lutaram bravamente, vencendo batalha após batalha. No entanto, assim que chegaram à fronteira ordaliana, o rei adoeceu, morrendo pouco tempo depois e nunca retornando ao seu reino. O exército de Ivalice ficou perdido e confuso, devido à morte de seu líder, e esta confusão foi usada como uma oportunidade para Ordalia reforçar seu exército e retomar as fronteiras. A guerra foi feroz, culminando num ponto de impasse. Um sucessor para Denamda II, Denamda IV, foi rapidamente coroado para substituir seu pai.

Durante o impasse, os exércitos de Romanda atravessaram o Estreito de Rhana em uma incursão sobre Ivalice. Romanda é uma nação militar governada por parentes de sangue do rei Varoi VI. O rei Denamda IV e seu exército suportaram a invasão graças a ajuda do regente de Fovoham, o grão-duque Gerrith Barrington, e seu esquadrão de assassinato, os Khamja. O rei era um cavaleiro destemido que conduziu pessoalmente os seus exércitos nas batalhas contra as forças combinadas de Romanda e Ordalia. Depois de três anos de luta contínua, Romanda foi forçada a recuar, incentivada por um surto de peste que atacou seu povo.

Com a retirada de Romanda, Ivalice continuou a guerra contra Ordalia. No entanto, Denamda IV morreu de repente, acreditando-se que tenha sido assassinado. Ele foi sucedido pelo rei Ondoria III, um homem de vontade fraca e incapaz de governar, onde todas as suas decisões foram tomadas de fato pela rainha Louveria. Varoi VI também morreu e foi sucedido pelo príncipe Lennard.

A última batalha travada entre Ivalice e Ordalia ocorreu em Zeltenia, e ainda que os cavaleiros das Ordens tenham lutado bravamente, Ordalia conseguiu invadir o território. Finalmente, Ivalice e Ordalia concordaram em fazer um tratado, onde a paz mútua foi reconhecida entre eles e Zeltenia devolvida a Ivalice, apesar de rumores persistam de que, na realidade, Ivalice tinha se rendido devido a fraqueza de seu novo rei.

Após a Guerra dos Cinquenta Anos, Ivalice sofreu um grande abalo socioeconômico. Um grande sentimento de insatisfação com os nobres e com a família real começou a crescer no coração da população, uma vez que eles perceberam que foram envolvidos numa guerra sem sentido. Pagamentos não puderam ser feitos aos cavaleiros que tinham lutado na guerra, devido à grande quantidade de gastos com armas e defesas. Devido a isso, muitos foram dispensados do exército. Com menos comida, pouco dinheiro e altas taxas de desemprego, a deslealdade para com as casas nobres aumentou significativamente. Agricultores frequentemente se revoltavam com as altas taxas de impostos, e muitos se aliaram a Brigada Cadáver.

DIAS ATUAIS
Há poucos anos, os dois únicos filhos do rei Ondoria morreram misteriosamente, fazendo-o adotar a sua própria irmã mais nova, a princesa Ovelia, como sua filha. Entretanto, um ano depois a rainha Louveria deu à luz ao Príncipe Orinus. Então rumores começaram a surgir sobre a saúde debilitada do rei. Desde o colapso que teve durante a festa de aniversário de um ano do príncipe, era óbvio que ele não estava bem. Os seus conselheiros, o Conselho dos Nobres, divulgaram notícias de que o rei estava ficando melhor, mas as pessoas sabiam que não era a verdade. Novos rumores surgiram de que a rainha e alguns nobres discutiam sobre quem deve ser o sucessor.