Olá pessoas!
Aqueles que me conhecem sabem o quanto amo games. Uma das minha melhores adaptações, inclusive, é justamente a de Final Fantasy Tactics para D&D 5ª Ed, mas também adaptei Mega Man X para Savage Worlds, por exemplo (por mais absurdo que isso pareça). Contudo, durante muito tempo fiquei afastado dos lançamentos, até que nos últimos anos resolvi retornar a este meu querido hobby. E, definitivamente, o game que veio a reiterar e solidificar esta minha paixão foi Hollow Knight.
Apresentação
Eu sempre gostei de videogame, mas o último console que tive foi um PS1. Então... é, dá para ver que pulei umas boas gerações. Vida que passa. Todavia, nunca deixei jogar efetivamente graças aos emuladores. Foi assim que conheci e me tornei fã de alguns games que normalmente jamais teria acesso, como a série Mega Man Zero e os Castlevania de GBA e Nintendo DS, e pude jogar novamente aqueles que sempre amei, como os Mega Man X e Castlevania Symphony of the Night. E foi numa tentativa de voltar aos games que acabei conhecendo Hollow Knight.
Durante a pandemia, comecei a me inteirar mais sobre os jogos que estavam sendo lançados dentre os gêneros que mais gosto, e acabei por comprar meu PS4. Entretanto, por causa da minha rotina e tempo limitado, infelizmente não tenho mais condições de investir dezenas de horas jogando, o que me fez abandonar a ideia de voltar aos meus amados JRPG. Sobrou então os jogos com duração de curta a média, como games de plataforma, ação e aventura e o meu gênero favorito de todos: os metroidvania. Buscando por novos jogos do gênero, e após ouvir os muitos elogios que o pessoal do podcast Jogabilidade fez ao game, acabei ficando curioso com o Hollow Knight e resolvi ir atrás. E, senhoras e senhores, foi amor a primeira jogatina. Mas do que se trata o game?
Hollow Knight é um game do gênero metroidvania lançado originalmente em 2017, publicado e desenvolvido de forma independente pelo estúdio Team Cherry. Ele foi financiado coletivamente através do Kickstarter, tendo arrecado pouco mais de 50 mil dólares, mas acabou se tornando um fenômeno de público e crítica ao ponto de ser considerado hoje como uma das pedras fundamentais do gênero e, possivelmente, um dos games mais importantes e influentes dos tempos atuais.
Inspirado em games de outras franquias como Mega Man X, Castlevania, Metroid, Zelda e até Dark Souls, Hollow Knight usa os elementos de plataforma e ação de suas inspirações e os mescla perfeitamente com a exploração dos metroidvania, apresentando um mundo vasto a ser desbravado e um combate simples, mas desafiador. Sua história se passa em um mundo decadente, onde o protagonista, aparentemente sem um objetivo claro, chega às terras do outrora magnífico reino de Hollownest, instigando os jogadores a se entranharem nas profundezas deste lugar melancólico a fim de descobrir o que houve e por qual motivo o protagonista foi atraído até ali.
Impressões
Eu lembro a primeira vez que fiquei perdido no jogo tentando encontrar um caminho, fazendo anotações e mapas mentais para conseguir seguir adiante. Lembro do tempo enorme que fiquei rodando o Caminho Verde tentando achar Cornifer, o cartógrafo, mesmo ele estando bem fácil de encontrar. Lembro quão revelador foi descobrir que para localizá-lo bastava seguir os rastros de papel ou a voz dele, o que me obrigou a jogar o tempo inteiro de fones de ouvido para prestar atenção nas pistas sonoras e o quanto que essa escolha foi acertada, pois me fez descobrir a trilha sonora maravilhosa de Hollow Knight.
É impressionante pensar o que um jogo que foi financiado com pouco de 50 mil dólares conseguiu entregar em termos de conteúdo, qualidade técnica, profundidade de ambientação e personagens. Mesmo o seu estilo de narrativa emergente, que não costuma me agradar, conseguiu me prender de tal forma que ainda me espanto com o quão profunda ela consegue ser, sem dizer praticamente nada diretamente para os jogadores.
Mas nada disso teria me prendido o suficiente se não fosse a sua jogabilidade. Unindo elementos consolidados dentro do seu próprio gênero com soluções de franquias modernas, como Dark Souls, Hollow Knight conseguiu expandir, mesmo em sua simplicidade, a experiência de se jogar um metroidvania, obrigando o jogador a dominar os poderes aprendidos pelo protagonista durante a sua jornada para que possa superar não apenas nos desafios de plataforma, mas também os combates contras chefes cada vez mais difíceis.
Isto posto, nada que eu tenha jogado até o momento se compara a Hollow Knight. É impressionante o que o game consegue inovar dentro do seu gênero. A questão do mapa de uma nova área ser preenchido apenas após se adquirir a base do lugar com o cartógrafo, das pistas sobre a trama e o passado de Hollownest que podem ser encontradas explorando o mundo, da liberdade para escolher diversos caminhos e as possibilidades de habilidades de movimentação que também servem para o combate, ou de habilidades de combate que também servem para movimentação. Tudo é muito bem pensado e encaixado dentro do game, com um nível de polimento que beira o assustador.
Mesmo em situações onde o game abusa da dificuldade de alguma de suas mecânicas, como os desafios masoquistas de plataforma no Palácio Branco ou alguns combates mais frenéticos, e que chegou até a afastar alguns de seus jogadores, eu me senti mais instigado a vencê-los que de fato frustrado. Poucas vezes em minha vida me senti tão satisfeito e realizado jogando um game quando consegui finalmente derrotar o Rei do Pesadelo Grimm, por exemplo.
Hollow Knight foi tão marcante para mim que o terminar não foi suficiente. Eu queria mais. Foi assim que acabei partindo para assistir gameplays de outras pessoas que, assim com eu, adoraram o jogo e, através das experiências delas, pude revivenciar algumas daquelas sensações de descoberta que me maravilharam. Também foi assim que descobri a existência da comunidade de fãs do game, que é muito engajada e normalmente bem respeitosa, e a tonelada de conteúdo extra que existe sobre ele, explicando sua história e ambientação ou a complementando.
Dito tudo isso, acredito que deu para perceber o quanto que amo Hollow Knight. Ele moldou o meu gosto atual para games, reforçou meu amor pelo gênero metroidvania e me fez buscar jogar outros tantos games neste estilo, fazendo-me conhecer games como Ender Lilies e Blasphemous, por exemplo. Ele, juntamente com os Zelda 2D e Legend of Mana, inspirou diretamente a criação do minijogo Bravos Heróis. E, por fim, ele substituiu o Castlevania Symphony of the Night como meu metroidvania favorito de todos os tempos e está no meu top 3 jogos da vida.
Fechamento
E esta foi a minha carta de amor a este game magnífico. Espero que tenham gostado desta resenha e que, caso ainda não tenham jogado Hollow Knight, por tudo que lhes for mais sagrado joguem!
Nos vemos na próxima postagem!
Até and Bye...
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