sexta-feira, 9 de maio de 2014

One Piece: Caçadores de Piratas - Introdução

Olá pessoas!
Alguns meses atrás eu fiz uma série de postagens explicando o cenário de um RPG que estou narrando e que se passa em Ivalice. Entretanto, também estou narrando outro RPG, alterando os finais de semana e com grupos diferentes, e este jogo não é nada menos que uma campanha de One Piece! Muitos de vocês já conhecem o meu gosto por Animes, e era apenas uma questão de tempo para eu narrar uma campanha no cenário deste que é um dos melhores mangás de todos os tempos. Abaixo segue o diário do primeiro arco do jogo, envolvendo as três primeiras sessões.

O JOGO E O SISTEMA
Antes de começarmos, porém, algumas explicações devem ser feitas. Para quem conhece o mangá/Anime, o jogo se passa durante o timeskip de dois anos da história. Assim, todos os eventos que levaram a saga de Marineford e seu final épico ocorreram. Daí em diante os fatos no RPG são invenções minhas, mesmo a história já ter mostrado algumas coisas que aconteceram. Além disso, os jogadores optaram por interpretar caçadores de piratas, assumindo uma conduta mais heroica (como se Luffy e associados não o fossem). Não que isso impedisse que eles fossem procurados pela Marinha desde a primeira sessão de jogo. Por fim, eu optei por criar uma história mais aberta do que costumo fazer, sem um final previsto, atendendo ao pedido de alguns jogadores que estavam reclamando demais do meu hábito que fazer jogos com 10 a 12 sessões apenas. Com sorte, e dependendo da empolgação de todos, creio que teremos um ano ou mais de aventuras pela Grand Line, onde pretendo dar a cada arco um diário, um tema e uma maneira de guiar a narrativa. Veremos se dará certo.

Quanto ao sistema, eis uma surpresa. Após anos lendo, estudando e testando ideias e sistemas diferentes, enfim decidi criar um sistema próprio pra valer. Eu bem que poderia narrar One Piece com alguns sistemas que eu e meus jogadores já conhecemos, como 3D&T Alpha ou BESM d20. Quem sabe ser audacioso e tentar meus estimados Savage Worlds ou FATE. Entretanto, meu último jogo de Numenera reascendeu a minha vontade de criar sistemas e, após algumas tentativas falhas e muitas jamais tentadas, já estava em tempo de acertar. E foi dessa vontade que nasceu o carinhosa e temporariamente nomeado Tio20 RPG (a homenagem ao meu apelido é bem óbvia. Culpa do Leish. Além disso, após tantas tentativas, uma 20ª cairia bem. Usando d20 tanto melhor). Aqui não é o melhor espaço para comentar sobre o sistema em si, mas o farei numa postagem futura após mais testes, fiquem certos. Entretanto, posso adiantar que o sistema casou bem ao meu estilo narrativo, independente do jogo ser animesco (épico) ou político (realista; também o estou testando no jogo de Ivalice).

A TRIPULAÇÃO (Sessão 0)
Toda história precisa de seus heróis e nesta aventura temos quatro deles. Assim, tivemos um primeiro encontro para decidirmos como seria o jogo (personagens sendo caçadores de piratas, história centrada nos personagens e aberta, a fim que demore a acabar), e para criar os protagonistas desta história. Abaixo segue a descrição de cada personagem e seus nomes, lembrando que no Japão os sobrenomes vêm antes do nome da pessoa:

Hiro Yuri (TL): órfão desde que se lembre, Yuri foi criado como um filho pelo prefeito de uma pequena vila da Red Line, mas sempre teve o sonho de seguir viagem e aprender mais sobre navegação, sendo levado pelo vento. Sua vida deu então uma guinada quando, logo após “fugir” de sua vila para seguir em busca de seu sonho, ele comeu a Kaze Kaze no Mi (logia do vento), aprendendo a controlar o vento. Hoje ele segue de cidade em cidade em busca de aprender mais sobre navegação, vivendo de pequenos furtos e desejando se tornar o capitão de seu próprio navio, usando seus poderes para se proteger e melhorar sua habilidade como navegador. Tem 12 anos.

Lupin D. Ten (Leish): Ten cresceu com sua mãe no South Blue até que foi recrutado à força pelo seu avô para entrar na Marinha e tirar a mancha que seu pai fez na família ao se tornar um pirata. É evidente que o jovem jamais aceitaria ser um marinheiro apenas para atender aos caprichos do avô, decidindo se tornar um caçador de piratas e seguir um rumo totalmente diferente dos seus predecessores. Isso, claro, após comer a Kage Kage no Mi (logia das sombras) que estava sendo guardada no quartel da Marinha, onde foi treinado e seu avô comandava. Usando seus poderes sombrios e língua afiada, Ten segue se aventurando a fim de criar seu próprio destino. Tem 15 anos.

Willian Turner (Nachos): companheiro de turma de Ten, Will nunca gostou muito do fato de se tornar um marinheiro. Órfão, acabou entrando na Marinha achando que teria o que comer, mas o comportamento exigido dos marinheiros traía seu maior talento: as cartas. Mestre no carteado, por muito tempo o jovem ganhou a vida nas ruas usando de seus truques nas cartas, usando a Marinha como um perigoso esconderijo e onde pudesse aprender a se defender. Assim, acabou se tornando hábil no uso do sabre e escudo, protegendo seus aliados e provocando seus adversários. Tem 17 anos.

Senel Dash (Bulbasauro): Dash sempre foi visto com maus olhos pelas pessoas da sua cidade, pois seu avô ajudou no passado o maior pirata de todos os tempos, Gol D. Roger, e isso sendo um marinheiro de renome. Tal ato o condenou a uma vida inteira em Impel Down, a prisão de segurança máxima da Marinha, e afundou o nome da família na lama, que sustentava uma tradição de grandes marinheiros. Seu pai, então, decidiu um dia reerguer o nome da família, tornando-se um caçador de piratas e partindo para a Grand Line, deixando o filho e a mulher para trás com a promessa que retornaria. Antes de partir, porém, ele ensinou tudo o que sabia sobre pistolas e a arte de atirador para Dash, e o ensinou bem. Anos se passaram e seu pai nunca retornou. Dash agora segue os seus passos na esperança de fazer o mesmo e, quem sabe, encontrá-lo. Tem 19 anos.

PREPARE-SE PARA ESTA JORNADA!
Ainda durante a Sessão 0 foi questionado como o primeiro barco da tripulação se chamaria, e eis que um jogador fã incondicional de Dr. Who insistiu para que fosse T.A.R.D.I.S. (né Leish?). A ideia não foi ruim e acabei acatando, mas não poderia simplesmente usar tal nome sem emprestar-lhe um significado. Foi ai que a primeira sessão de jogo surgiu na minha mente, e a trama principal deste primeiro arco.

Bem, por hora é isso. Esta foi mais uma postagem para introduzir o jogo, e ela já está longa o suficiente. Na próxima começarei de fato a falar sobre o que houve durante o Arco 1 desde que vem se provando ser um ótimo RPG ao longo das sessões. Além disso, tenho que preparar uma postagem especial sobre o sistema que estamos usando. Sejam pacientes e aguardem.

Até and Bye...

2 comentários:

  1. A mesa não ficou meio forte com 2 usuários de Logia? Os outros jogadores não ficaram meio que para trás?

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    1. @CavaleiroMorto
      Acredite se quiser, mas não ficou. O fato é que existem muitas formas em One Piece para lidar com pessoas com logia, e elas não vistas normalmente na história porque a tripulação do Luffy não tem um usuário, o que não justifica ficar mostrando-as sempre. Além disso, eu exigi muitos pontos de talento do sistema para que eles fossem invulneráveis a tudo que o tipo permite, equilibrando com os demais jogadores.

      Agora, é claro que contra inimigos comuns eles são bem poderosos, mas não costumo narrar jogando levas e levas de inimigos quaisquer para meus jogadores. No fundo é mais uma questão de dá chance a ambos os lados: dos personagens usarem seus poderes de logia, mas tb dos vilões terem um meio específico de afetá-los.

      Até and Bye...

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